Coluna do Ricardo Irigoyen – Reforma do Ensino Médio

Passo a detalhar minha proposta de reforma do Ensino Médio:

1) Para ocupar qualquer função na área da educação o candidato deve passar por um exame de bom senso.

2) Os pais de adolescentes devem fazer um curso de como lidar com seus filhos para aprender a dizer-lhes não, ou seja, colocar limites.

3) Explicar aos adolescentes (aqueles que não querem estudar) que para fazer o Ensino Médio devem assumir o compromisso de trabalhar durante um ano como aprendizes em qualquer profissão da escolha deles, caso não aprovem as matérias escolhidas com mais de sete de média.

4) Pagar melhor aos professores do Ensino Fundamental, já que são os responsáveis pela base que os alunos terão no EM.

5) Ensinar as matérias a partir da leitura de jornais brasileiros, espanhóis e ingleses para colocar em prática a interdisciplinaridade. As diversas seções serviriam para ensinar matemática, geografia, história, português, inglês, espanhol, redação, estatística, física, química, filosofia, política, enfim todas elas. Ensinaríamos também espírito crítico, já que comparando as diversas opiniões e pontos de vista dos artigos, nossos adolescentes aprenderiam a pensar.

6) Educação Física seria o pilar fundamental da educação no Ensino Médio devido que além de evitar a obesidade, ensina ética (espírito esportivo), e prepara o país para futuras olimpíadas e competições internacionais.

7) Transformar o país em trilíngue já que vivemos num mundo interligado pela comunicação, somos uma aldeia global. No caso específico do Brasil falamos uma língua que por mais bonita que seja, é mal ensinada e mal aprendida, nos isola de todos nossos vizinhos, deixando-nos muitas vezes falando sozinhos. Devemos dar verdadeira importância ao ensino de idiomas, o nosso, inglês e espanhol. Este ensino deve ser complementar, já que substantivo, adjetivo, adverbio, preposição, etecetera, sendo toda a gramática similar nos três idiomas.

8) Os colégios devem voltar a ter a autoridade do ensino que foi transferida ultimamente aos pais.

9) Os professores devem voltar a serem tratados como especialistas nas suas áreas. Assim como os médicos têm a autoridade daquele que sabe o que diz. É tempo de parar com interferências dos pais nas decisões internas dos colégios.

10) É fundamental ter coordenações escolares que não tenham medo dos pais e dos alunos. Isto se consegue colocando nesses lugares pessoas seguras de si mesmas e que saibam como enfrentar situações e não simplesmente dar um jeitinho.

Pessoalmente acredito que seguindo estes simples 10 passos teríamos uma melhora fundamental na educação de nosso país. Quando se quer intervir demais, os controles têm que aumentar, a supervisão fica mais difícil e abre espaço para a corrupção.
Boa Semana

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