Famílias de trabalhadores sem terra, acampadas na Fazenda Tabapuã, em Centenário do Sul, foram expulsas da propriedade por líderes do MST.

Famílias de trabalhadores sem terra, acampadas na Fazenda Tabapuã, em Centenário do Sul, foram expulsas da propriedade por líderes do MST.

As famílias alegam que conseguiram um documento do Incra para cultivarem a terra, mas os líderes locais do MST não aceitam pois arrendam a área invadida para empresas e produtores rurais da região. “Eles querem continuar arrendando a terra. Eles mantem famílias humildes na área para dizer que há acampamento, mas exploram as famílias”, disse Silvia Regina Ferreira, que há um ano e meio está no local.

“Fui agredida e trincaram a minha costela. Fui ameaçada de morte e até no hospital eles foram para acabar com o serviço”, disse a idosa Santina Inês de Oliveira que está no acampamento há dois anos.

Segundo boletim de ocorrência registrado na delegacia de Centenário do Sul, Silvia Regina denunciou que foi arrastada para fora do acampamento sob ameaça de morte. Outros moradores foram mantidos reféns em cárcere privado, inclusive crianças. “Chegaram anteontem (dia 26) na casa dela, no acampamento na Fazenda Tabapuã, com facões, armas de fogo, foices e estouraram o portão”. Outro trabalhador sem terra, que preferiu ter o nome omitido por medo de ser assassinado, disse que foi cercado por mais de trinta homens e espancado.

Móveis e utensílios domésticos das famílias foram jogados na estrada que dá acesso a Centenário do Sul.

A polícia já identificou os agressores, entre eles estão: Anisio Ribeiro Cardoso, Josmar Schoptian, Arlindo Barbosa, Valmir Rosek, Ederson Moreira Ramos, Marinho Bruchonovak.

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