As eleições vistas de longe, por Rodini Netto

rodini-nettoNão foi a primeira vez em que acompanhei o processo eleitoral à distância. Já tinha visto a eleição de Lula como presidente em 2002 e acompanhado, também à distância, as eleições municipais de 2004, quando o Gabão ganhou como prefeito de Piraquara.

O crescimento da tecnologia trouxe o universo de 30% dos eleitores para as redes sociais, e muitos votos para candidatos a prefeito e vereador, foram decididos neste meio. Mas o amadorismo com que alguns candidatos trabalharam nessa frente, pode ter causado o efeito inverso, porque estes eleitores de redes sociais também acabam por formar opinião e, ao utilizarem-se de uma “forma padrão”, os candidatos perderam a oportunidade de mostrar, verdadeiramente, a que vieram. Só republicar as artes dos santinhos, não iria resultar mesmo… assim como escrever textos cheios de erros de português, também só iriam prejudicar mais a imagem de cada candidato.

Outro erro que me pareceu comum, foi trabalhar somente com as redes sociais. 90% dos investimentos de tempo de certos candidatos não foi o de ir para as ruas falar com as pessoas cara a cara, mas o de ficar pedindo voto pelas redes sociais. O erro foi o de não ir para as ruas.

As redes sociais tem um papel de extrema importância… nos EUA são fonte para o eleitor decidir… no Brasil, já vem se tornando como fonte para a decisão do eleitor.

A campanha tradicional de rua, ainda resulta muito no Brasil. Mas a maioria dos candidatos o é pensando apenas que ser candidato porque tem muitos amigos, vai garantir a eleição, e isso não é assim. Para disputar uma eleição, você tem que pensar estrategicamente, inclusive, contando com a possibilidade de perder a primeira eleição com vistas a só apresentar o seu nome aos eleitores. Se você não tem base eleitoral ou a “queimou” (destrui, ficou sem), sua campanha precisa ser feita por mais do que dois ou três amigos que nunca participaram de uma eleição… e só dinheiro não vai fazer o seu nome aparecer…

Sinceramente, ver as eleições novamente de fora, deu a oportunidade de perceber que muitos candidatos cometeram o mesmo erro: confiaram demais em si mesmos. Voto não se ganha só com dinheiro (como afirmam muitos derrotados), mas dinheiro é preciso para manter a estrutura da campanha. Voto se ganha com conquista do eleitor e isso é um processo demorado.

Quem mais perdeu, nestas eleições, foram aqueles que não conseguem fazer a autocrítica necessária sobre os erros que os levaram À DERROTA ELEITORAL! Perdeu-se uma batalha, e não a guerra (por assim dizer). É momento de entender que seus atos foram os responsáveis pela sua derrota, muito mais do que as “denúncias” que faz como sendo verdadeiras e precisadas de se provar.

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