Há um projeto que quer acender uma estrela na Terra

No Sul de França, em Cadarache, o edifício que vai albergar o reator está agora a ser construído   |  D.R.
No Sul de França, em Cadarache, o edifício que vai albergar o reator está agora a ser construído
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Reator experimental vai testar a fusão nuclear para a produção de energia útil. E há portugueses envolvidos nesse enorme desafio

DN.PT – O cenário é o de um enorme estaleiro onde há gruas, molhos de ferros apontados ao céu, tubos e paredes de cimento revestidas de andaimes, do qual se desprende a sonoridade caótica de uma obra ainda no esqueleto. Aqui, neste terreno vedado de 42 hectares, junto a Cadarache, no Sul de França, vai nascer uma estrela – literalmente.

Quando estiver pronta, nos primeiros anos da próxima década, será a maior máquina do mundo e com ela, espera-se, será possível recriar pela primeira vez na Terra, de forma sustentada e durante alguns minutos, a energia de fusão que imita a das estrelas – a energia do futuro. Uma aventura na qual estão também envolvidas equipas portuguesas.

Este é o projeto ITER, de International Thermonuclear Experimental Reactor, embora os sete parceiros que são os seus promotores – União Europeia, China, Rússia, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e Índia – prefiram destacar o significado latino do nome. ITER quer dizer caminho, e é bem provável que, na energia, ele passe por aqui. Este primeiro reator de fusão experimental, ou tokamak, como também se diz, terá de demonstrar que é possível reproduzir a natureza das estrelas, mas também que é seguro e que a energia produzida é autossustentável e pode ser usada para acender as lâmpadas lá de casa.

A verificar-se tudo isso, essa primeira estrela na Terra será então um passo fundador para o que se segue: a construção de reatores comerciais de fusão, que se tornarão fontes de energia virtualmente inesgotável – e quase, quase limpa. É isso que esperam os sete parceiros e as suas equipas de cientistas e empresas tecnológicas e industriais que decidiram lançar-se na caminhada.

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