#EconomiaDigital – Portugueses também já querem entrar na “febre” da #Bitcoin #BTC

A moeda digital Bitcoin já quase quadruplicou de valor, este ano, e muitos acreditam que ainda vale a pena entrar na “febre” do ouro eletrónica.

Erika Nunes – Dinheiro Vivo – A moeda digital Bitcoin já quase quadruplicou de valor, este ano, e muitos acreditam que ainda vale a pena entrar na “febre” do ouro eletrónica. Se já havia negócios portugueses que aceitavam pagamentos em Bitcoin, agora já há investidores a querer apostar. “Atendemos no Porto [esta semana], pela primeira vez, alguém que queria saber se negociávamos cripto-moedas”, revela Paulo Rosa, trader do Banco Carregosa. Adquirir Bitcoin não se trata de “investimento”, sublinha o especialista, até porque não tem a garantia de uma reserva financeira, porém, salienta, tem ainda “um potencial de subida de 30 vezes, 3000%, face à atual cotação”.
Algo semelhante diz o analista do Saxo Bank que, em dezembro passado, previu que a Bitcoin atingiria o valor de dois mil dólares este ano (passou em maio), quando a moeda negociava a 754 dólares: prevê que atingirá 10 mil dólares numa década. Ontem, já valia 4.365 dólares e estava a subir. Em 2010, quando foi feita a primeira transação nesta moeda, valia menos de 1 cêntimo de dólar. Entrar neste ou noutro negócio, entre as mais de 800 cripto-moedas existentes, ainda é um tema que poucos dominam, ainda que a entrada do cético bilionário Mark Cuban na “corrida”, este mês, tenha acordado investidores. “Há quem invista em Bitcoins em Portugal, ainda que nas principais instituições seja um tema quase tabu, visto que não são consideradas moeda, nem pertencem a uma classe de investimento tradicional”, adianta Filipe Garcia, presidente do Informação de Mercados Financeiros, reforçando o teor especulativo do fenómeno. Emília Vieira, CEO da Casa de Investimentos, não investe em moeda: preferem “ativos reais (ações de grandes empresas mundiais) que preservem o poder de compra dos investidores e não sejam manipulados por agências governamentais ou sistemas informáticos com poder de desvalorização da moeda”.

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