Editorial: Em tempos de Coronavírus, mercados estão com preços indo às nuvens…
Quem tem ido aos mercados (em todas as suas formas, de mercearias a hiper) tem sentido o peso que os novos preços tem dado aos seus bolsos. Leite que custava R$ 1,75 sendo vendido próximo a R$ 4,00. Pacotes de arroz sendo vendidos a preços próximos a R$ 25,00. Outros produtos também dispararam.
Associações de donos de supermercados tem garantido que produtos não vão faltar, mas os preços, nunca garantiram que não subiriam… e, pelos vistos, o setor supermercadista está aplicando a remarcação de preços a seu próprio critério.
Justificativas para eles não faltam, mas a principal é a de que os fornecedores aumentaram os preços e, portanto, eles não conseguem manter os preços que praticavam anteriormente.
O que falta, no entanto, é a presença do poder público em ações de fiscalização, que não deve ser somente para garantir o encerramento de estabelecimentos comerciais na cidade, mas, também, e principalmente, naqueles que permanecem abertos para ver se estão praticando a cobrança de preços abusivos.
Aos clientes, nesse momento, a indicação é a de que guardem suas notas fiscais. Guardem. E acionem o Procon em tempo oportuno. Se a cadeia começa no distribuidor aumentando o preço, não sabemos. Sabemos é que no final, quem paga o preço é o consumidor.
Pedimos às autoridades que intensifiquem as fiscalizações aos mercados e farmácias na cidade para combater os altos preços que vem sendo praticados em muitos deles.

