STF Reforça segurança para julgamento de Bolsonaro e aliados
O Supremo Tribunal Federal (STF) implementará um esquema de segurança reforçado durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado. A sessão está marcada para terça-feira, 25 de março de 2025, e envolverá a análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outros sete ex-integrantes de seu governo.
A Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, será responsável pelo julgamento. As medidas de segurança incluem maior controle de acesso ao tribunal, monitoramento intensificado das instalações e policiamento reforçado nas áreas adjacentes. A Polícia Judicial do Supremo contará com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para garantir a segurança de servidores, advogados e profissionais da imprensa durante o evento.
Entre os denunciados estão, além de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022; o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Essas medidas de segurança são adotadas em um contexto de ameaças anteriores ao STF, incluindo um atentado suicida ocorrido em novembro do ano passado, quando um indivíduo tentou invadir o tribunal com explosivos, resultando em sua própria morte.
O reforço na segurança visa assegurar a integridade do julgamento e a proteção de todos os envolvidos, garantindo o funcionamento adequado das instituições democráticas do país.
Com informações e foto da Agência Brasil | Foto: © Antônio Cruz/ Agência Brasil/Arquivo

