Política é um jogo de xadrez, por Rodini Netto

Não há como não comparar a política a um jogo de xadrez. A cada período de tempo as pedras são movidas no tabuleiro da política. Não importam as pessoas, mas o seu peso político, os números de pesquisas, além das notícias que podem levar ao apogeu ou à queda de um candidato a cargo eletivo… e não só.

No movimentar das pedras, gente competente é trocada por cargos de indicação política, parceiros de hoje tornam-se inimigos de amanhã… cargos são apenas bases no tabuleiro e preenchidos pela peça que interessa no momento.

Muitas vezes, sacrificam-se peças colocando-as à frente, no ataque, para que sejam visadas pelo adversário a fim de que se tornem o objetivo principal de conquista para aquele momento. Não passam de peões, muitas vezes travestidos de rainhas ou bispos. Outras vezes são torres ou cavalos… São dispensáveis para a estrutura do jogo, porque a estratégia do jogador vai além da conquista, mas tende à preparar a vitória de um projeto maior do que o jogo inicial.

Candidatos a determinados cargos são usados pelos tais estrategistas com um objetivo só: tentar ganhar tempo para poder movimentar a pedra certa para dar o xeque mate.

Na política, o movimento das pedras é muito semelhante ao jogo de xadrez… só não vê quem não quer, ou quem quer se deixar levar pelas jogadas do tabuleiro.

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